*Brincadeiras e Saberes é um espaço onde o brincar se torna ponte para o aprender — com propostas lúdicas e ideias práticas para enriquecer a experiência das crianças em casa e na escola.
As brincadeiras fazem o seu papel divertido e didático. Porque educar também é brincar, e brincar é um jeito lindo de crescer.
A educação vai muito além de conteúdos e provas. Quando o aprendizado é divertido, ele se torna significativo e inesquecível. Nas etapas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I e II, atividades lúdicas e criativas são essenciais para despertar a curiosidade, estimular a imaginação e fortalecer vínculos entre alunos e professores.
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- Aulas divertidas Educação Infantil: brincar e aprender
Atividades sensoriais e artísticas, usar massinha de modelar para esculturas, pintura com dedos e criar instrumentos musicais com materiais recicláveis.
Aprendizado lúdico como caça ao tesouro, telefone sem fio, mímica e identificar formas , cores e objetos.
Jogos de faz de conta e dramatizações ajudam no desenvolvimento da linguagem e da socialização.
Atividades com música e dança estimulam coordenação motora e expressão corporal.
Artes visuais, como pintura com as mãos ou colagem, desenvolvem criatividade e percepção sensorial.
Essas atividades ajudam no desenvolvimento cognitivo e físico, mantendo as crianças engajadas.
- Aulas divertidas Fundamental I
No Fundamental I podem ser criadas dinâmicas de acolhimento e metodologias ativas, como o "Repolho" (perguntas em papel amassado), "Três Verdades e uma mentira", quebra-cabeças coletivos sobre identidade e jogos de mímica em Inglês. Outras atividades eficazes incluem rodas de conversa, teatro, jogos cooperativos e o uso de "talking stations"( aplicativos de comunicação ) para estimular a interação.
O Repolho das perguntas, as crianças passam um repolho de papel amassado em roda. Ao parar a música ou ao sinal da professora /professor, o aluno retira uma folha e responde a pergunta escrita.
Quebra-cabeça coletivo, cada aluno decora uma peça de papel com seu nome e desenhos, montando um painel que simboliza a união da turma.
Caça ao tesouro com conteúdos de matemática ou português.
Experimentos simples de ciências que despertam o espírito investigativo.
Leituras coletivas com dramatização de histórias.
Brincadeiras e Dinâmicas para a sala de aula - @ProfessoraCoruja
- Aulas divertidas Fundamental II
No Fundamental II podem ser criadas com metodologias ativas, como caça ao tesouro, "quem sou eu" com perguntas, simulação de situações reais e criação de murais de sonhos.
Caça ao tesouro, esconda pistas pela escola ou sala para revisar matérias de forma colaborativa.
Quem sou eu (Who Am I ? ), um aluno usa um post-it ( papel adesivo ) com nome de famoso na testa e faz perguntas de sim/não para adivinhar, ideal para treinar adjetivos e orações.
Propor situações como entrevistas de emprego, restaurantes ou lojas para praticar diálogos e interações.
Os alunos escrevem 4 fatos sobre si (3 verdadeiros e 1 falso ) e os colegas tentam adivinhar a mentira, promovendo socialização.
Show de talentos no qual os (as) estudantes possam mostrar habilidades com desenho, canto ou música. Uma atividade ideal para final de período.
Gamificação: transformar conteúdos em jogos e competições saudáveis.
Projetos interdisciplinares, como criar jornais, podcasts ou feiras culturais.
Debates e rodas de conversa para desenvolver pensamento crítico e empatia.
Essas atividades ajudam a criar um ambiente acolhedor e dinâmico, facilitando o aprendizado.
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- Considerações
Aulas divertidas não são apenas momentos de descontração, elas constroem memórias afetivas e tornam o aprendizado mais eficaz. O segredo está em unir conteúdo pedagógico com criatividade, garantindo que cada estudante se sinta motivado a parte ativa do processo.
A educação sexual nas escolas é um tema que deve ser tratado com seriedade e responsabilidade, pois é uma das principais ferramentas no combate e prevenção ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. ( Por Sergio Aiache para o Instituto Aurora)
O assunto educação sexual nas escolas vem sendo discutido com mais frequência nos últimos anos. O fato é que a questão hoje ultrapassa o campo educacional e está sendo muito discutida no campo político, isso porque a educação sexual é vista como um tabu para parte de brasileiros.
É importante explicar que educação sexual não tem nada a ver com ensinar sexo para crianças. É o processo que ensina o valor e o respeito ao próprio corpo e ao corpo de terceiros, reconhecendo que a sexualidade deve ser tratada de modo pedagógico.
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Você pode estar se perguntando "por que devemos falar sobre sexualidade para crianças e adolescentes? A verdade é que a sexualidade está presente em todas as pessoas. Todos nós vivemos e crescemos desenvolvendo nossa sexualidade e isso não acontece somente na fase adulta. O crescimento e amadurecimento do corpo acontece desde a infância.
A sexualidade é apenas um aspecto do nosso desenvolvimento humano. Assim como o desenvolvimento intelectual e físico, a sexualidade precisa ser desenvolvida de maneira adequada, e é nesse ponto que entra a educação sexual.
A sexualidade envolve diversos aspectos da nossa vida, como: questões emocionais, sensações corpóreas, razão, afeto, amizade, gênero. É uma maneira de ensinar crianças e adolescentes a conhecerem e respeitarem seus corpos, além de permitir que saibam estabelecer limites, o que é essencial para o combate ao abuso sexual.
- O que se aprende com educação sexual?
Visa cuidar e proteger crianças e adolescentes, por isso ela:
Cria diálogos sobre sentimentos e emoções
Fala sobre o corpo
Ajuda no desenvolvimento da autoestima e do autocuidado
Ensina o que são partes íntimas e que ninguém pode tocá-las
Ensina a diferença entre toques de afeto e toques abusivos
Orienta sobre pedir ajuda em casos de abuso
Compreende os comportamentos sexuais de todas as crianças
Valoriza qualquer pergunta ou curiosidade sobre sexualidade
Não pune ou repreende de modo generalizado por causa de alguma manifestação sexual da criança ou adolescente
Cria diálogos e orienta sem nenhuma influência pessoal ou valor religioso.
Esse tipo de conhecimento é essencial e diminui a ansiedade em relação a descoberta dos seus corpos e também prevenindo situações de violência sexual.
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- Qual é o principal objetivo de educação sexual nas escolas?
É aumentar a proteção das crianças e adolescentes trazendo conhecimento que vai auxiliar no desenvolvimento saudável da sexualidade. Deixar as crianças bem informadas sobre os diversos aspectos relacionados à sexualidade.
A educação sexual para crianças e adolescentes não pode ser omissa, silenciosa, conservadora. Ela deve ser intencional, planejada e organizada. É imprescindível o diálogo e esclarecimento sobre sexualidade, com conversas estratégicas e facilitadoras com educadores(as) que saibam falar, mas também ouvir.
Só a partir da educação sexual a criança e o adolescente tem a oportunidade de desenvolver e aprender sobre autocuidado, sendo capaz de perceber e pedir ajuda caso seja vítima de algum tipo de assédio.
Descomplica aê: educação sexual nas escolas - Gabriel Magno
A educação sexual é uma das ações prioritárias a serem cobertas no âmbito do Programa Saúde na Escola ( decreto 1.004/2023 ) - desenvolvida pelo ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde e implementada pelos municípios. Essa política pública vem sendo alvo de desinformação que deturpa o sentido do termo. Educação sexual não estimula atividade sexual, traz para a sala de aula noções para a prevenção contra a violência sexual.
Além da educação sexual, o Programa Saúde na Escola também prevê ações de alimentação saudável, prevenção da obesidade, promoção da atividade física, saúde mental, prevenção de violências e acidentes. Os repasses de recursos do programa aos municípios está vinculado ao desenvolvimento de todas essas ações na escolas contempladas.
A exposição de crianças a telas, como smartphones, tablets, computadores e TVs, é uma realidade presente no cotidiano familiar e escolar. Embora a tecnologia ofereça ferramentas para o aprendizado e a diversão, seu uso excessivo pode impactar o desenvolvimento infantil.
- Quanto tempo por dia, a criança deve ter acesso a telas?
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda que a exposição a telas seja cuidadosamente limitada de acordo com a idade da criança. Para crianças menores de 2 anos, o ideal é que o uso de dispositivos eletrônicos seja evitado. Nesta fase, o contato direto com o ambiente, a interação com outras pessoas e as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e emocionais.
Para crianças de 2 e 5 anos, o uso deve ser limitado a 1h por dia e sempre com supervisão de um adulto. É importante que os responsáveis selecionem conteúdos apropriados e de qualidade, focados em aprendizagem e desenvolvimento.
Na faixa etária de 6 a 10 anos, a SBP recomenda um limite de 2h diárias para o uso de telas, que devem ser voltadas para atividades educativas e sempre que possível, interativas. Estabelecer horários específicos para uso de dispositivos e incentivar atividades offline, como esportes, leitura e brincadeiras ao ar livre, ajuda a reduzir a dependência da tecnologia, além disso contribui para o desenvolvimento saudável da criança e para uma interação mais próxima entre familiares.
Na adolescência o uso deve ser moderado, com monitoramento de redes sociais, que não são recomendadas. O contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões. ( segundo reportagem da BBC News Brasil )
tvjaguari.com.br
- O impacto do uso excessivo de eletrônicos
O uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode trazer desafios para a saúde física e emocional das crianças. O hábito de ficar muito tempo em frente a telas pode contribuir para problemas de visão, postura inadequada e sedentarismo, que afetam o desenvolvimento físico.
Também, a exposição prolongada às telas está associada a distúrbios do sono, especialmente devido à luz azul emitida pelos dispositivos, que interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono. Uma boa prática é substituir a tecnologia por atividades relaxantes, como leitura de um livro, contação de histórias ou conversas em família, criando uma rotina noturna que favoreça o sono.
O acesso constante à tecnologia pode reduzir a disposição para brincadeiras criativas e atividades ao ar livre, que são fundamentais para o desenvolvimento emocional e social. Incentivar a participação em jogos de equipe, esportes e atividades que estimulam a interação com outras crianças ajuda a construir habilidades como empatia, cooperação e resiliência. ( https://fadc.org.br )
- Governo brasileiro lança guia para uso saudável de telas por crianças e adolescentes
O Governo Federal lança em 11 de março de 2025, a publicação "Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais", passo importante para a construção de um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes do Brasil.
O Guia oferece recomendações para pais, responsáveis e educadores, abordando temas como o impacto das telas na saúde mental, segurança online, cyberbullying e a importância do equilíbrio entre atividades digitais e interações no mundo real.
Crianças, Adolescentes e Telas - @GovernoDoBrasil
Pesquisa - de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, que apresenta os principais resultados sobre o uso da internet pro crianças e adolescentes no Brasil. 93% da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa atualmente 25 milhões de pessoas. E aproximadamente 23% dos usuários de internet de 9 a 17 anos reportaram ter acessado a internet pela primeira vez até aos 6 anos de idade. A proporção era de 11% em 2015.
O Guia lançado pelo governo brasileiro adota, entre outras, as seguintes recomendações:
Recomenda-se o não uso de telas para crianças com menos de 2 anos, salvo para contato com familiares por vídeo chamada.
Orienta-se que crianças (antes dos 12 anos) não tenham smartphones próprios.
O acesso a redes sociais deve observar a classificação indicativa.
O uso de dispositivos eletrônicos, aplicativos e redes sociais durante a adolescência (12 1 17 anos), deve se dar com acompanhamento familiar ou de educadores.
Deve ser estimulado o uso de dispositivos digitais por crianças ou adolescentes com deficiência, independentemente de faixa etária, para fins de acessibilidade.
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- Restrição do uso do celular nas escolas
O Guia dialoga com a Lei nº15.100/2025, que restringe a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares, nos estabelecimentos públicos e privados de educação básica durante as aulas, recreios e intervalos. A medida visa proteger a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes.
A nova legislação permite exceções apenas para fins pedagógicos ou didáticos, desde que acompanhadas por professores ou para estudantes que necessitem de acessibilidade. O objetivo é garantir que esses dispositivos sejam utilizados de forma equilibrada e benéfica para o aprendizado de estudantes, evitando os riscos associados ao uso indiscriminado.
- Conscientização
A lei também determina que as redes de ensino e escolas desenvolvam estratégias para abordar o tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos estudantes. Isso inclui alertar sobre os riscos do uso não moderado de aparelhos e do acesso a conteúdos impróprios, além de oferecer treinamentos, capacitação e espaços de escuta e acolhimento para detectar situações de sofrimento psíquico.
Educação positiva é uma abordagem focada no desenvolvimento integral de crianças e jovens, combinando Psicologia Positiva com a Disciplina positiva, que prioriza o bem-estar, o respeito mútuo e o fortalecimento de competências socioemocionais (empatia, resiliência, autonomia) em vez de punições, castigos ou chantagens.
Tem como objetivo criar ambientes seguros, tanto em casa quanto na escola, onde o erro é visto como aprendizado e o foco é no reforço positivo e na construção de relacionamentos saudáveis e responsáveis, preparando indivíduos para a vida plena e não só para o desempenho acadêmico.
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- Principais características da Educação Positiva
Ter clareza e gentileza - buscar um equilíbrio, sendo firme nos limites, mas sempre com gentileza e respeito, evitando violência e submissão.
Foco no socioemocional - vai além das notas, desenvolvendo inteligência emocional, autoconhecimento e habilidades para lidar com frustações.
Reforço positivo - valoriza esforços e progressos, oferecendo feedback construtivo e reconhecendo as qualidades, ao invés de focar apenas nos erros.
Autonomia e responsabilidade - incentiva a criança a ser responsável por suas escolhas e ações, desenvolvendo a capacidade de resolver problemas de forma construtiva.
Comunicação não violenta (CNV) - utiliza a CNV para expressar necessidades e representar atitudes inadequadas, focando no comportamento e não na pessoa.
A diferença entre Educação Positiva e a Educação Tradicional
A Educação Positiva não é permissiva, isso não significa ausência de regras ou limites. A hierarquia e os limites são necessários, mas estabelecidos com respeito e não por imposição, conforme apontam Veja Saúde e redballoon.com.br
Supera o conteudista, contrasta com o ensino tradicional focado apenas em conteúdo, adicionando a dimensão emocional e de caráter.
Resumindo, a Educação Positiva é uma ferramenta poderosa para formar indivíduos resilientes, empáticos e autoconfiantes, focando no desenvolvimento integral e nas relações baseadas no respeito mútuo.
( Visão geral gerada por IA )
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A educação tem evoluído ao longo dos anos, e novos métodos surgem para ajudar pais e educadores a lidar com os desafios de formar crianças e jovens preparando-os para a vida. Um desses métodos que cada vez mais tem ganhado destaque é a Educação Positiva.
A Comunicação Não Violenta (CNV) - é uma habilidade essencial para construir relações saudáveis, especialmente com crianças. Saber se expressar e ouvir com empatia ajuda a criar diálogos respeitosos, fortalecendo vínculos e promovendo o desenvolvimento emocional desde cedo.
A CNV é um método criado pelo psicólogo estadunidense Marshal Rosenberg, que busca promover diálogos empáticos, livres de críticas, julgamentos ou agressividade. O objetivo é permitir que cada pessoa expresse sua necessidades e sentimentos de forma clara, enquanto entende e respeita as necessidades dos outros.
A CNV ajuda as crianças a perceberem a influência que suas palavras e ações têm sobre as outras pessoas. A partir do momento em que entendem como se comunicar de forma não-violenta, elas são capazes de compreender como o que dizem pode afetar os outros. Assim, tornam-se mais conscientes e responsáveis por suas escolhas. Exemplo: ao invés de falar - "você sempre me irrita" - diga: "fico tristequando você pega meus brinquedos sem pedir". Isso ajuda a desenvolver comunicação assertiva.
- Os quatro pilares da CNV
1 - Influência - refere-se à capacidade de expressar necessidades e desejos de forma assertiva, sem impor ou manipular. A criança aprende que pode pedir o que precisa , respeitando o espaço do outro.
2 - Comunicação - envolve transmitir informações de forma clara e honesta, incluindo comunicação verbal e não-verbal. A escuta ativa e empática também faz parte desse pilar.
3 - Consciência - é a habilidade de perceber os próprios sentimentos e necessidades, assim como os do outro. Desenvolver essa consciência ajuda a compreender emoções e a responder de forma equilibrada.
4 - Linguagem - a escolha das palavras é essencial. A CNV preza por uma linguagem clara, objetiva e sem julgamentos, para promover compreensão e diálogo construtivo.
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- Cinco passos para desenvolver a CNV com as crianças
1 - Escute a criança e identifique emoções - preste atenção às palavras, expressões e gestos da criança. Validar seus sentimentos fortalece a segurança emocional. Exemplo: "vejo que você está triste porque não conseguiu terminar o desenho. Quer me falar sobre isso?
2 - Tenha clareza na sua fala - use frases curtas e simples, evitando instruções vagas ou linguagem rebuscada. Certifique-se de que a criança compreendeu a mensagem.
3 - Incentive a criança a se expressar e entender suas emoções - ajude a criança a nomear sentimentos e a lidar com eles de forma saudável. Exemplo: "Você parece triste. Pode me dizer o que sente?"
4 - Faça dinâmicas lúdicas que incentivem a CNV - jogos e atividades como telefone sem fio, dramatizações ou desenhos ajudam a criança a praticar a comunicação empática. (Neste blog há vários exemplos de jogos, brincadeiras e dinâmicas para usar em sala de aula e em casa, pesquise)
5 - Estimule a linguagem - faça perguntas abertas, leia livros sobre emoções e incentive a criança a falar sobre seus sentimentos e experiências.
Algumas ferramentas e atividades podem ajudar na prática diária da CNV - jogos cooperativos (que exigem colaboração e turnos); dinâmicas de expressão corporal ( mímicas ou dramatizações); livros infantis sobre emoções (empatia e respeito); desenhos e colagens (que permitam expressar sentimentos); rodas de conversa (cada criança compartilha experiências sem interrupções).
Aprender a ler e escrever é um processo gradual chamado alfabetização, que envolve reconhecer sons e letras, compreender como elas se combinam para formar palavras e, depois, desenvolver fluência na leitura e escrita. Esse aprendizado depende de fatores cognitivos, sociais e emocionais, além de práticas pedagógicas adequadas.
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- Etapas do aprendizado da leitura e escrita
Consciência fonológica - a criança começa a perceber que as palavras são compostas por sons ( sílabas e fonemas )
Reconhecimento das letras - aprende a identificar o alfabeto e associar cada letra ao seu som
Correspondência som-grafema - entende que letras e combinações de letras representam sons específicos
Formação de palavras - passa a juntar letras e sílabas para formar palavras simples
Leitura inicial - consegue decodificar textos curtos, ainda com pausas e esforço
Fluência - desenvolve velocidade, entonação e compreensão ao ler frases e textos maiores
Produção escrita - aprende a escrever palavras, frases e depois textos mais complexos, organizando ideias e respeitando regras gramaticais
Método tradicional - (silábico/fônico ) ensina a partir da relação entre sons e letras, com foco na decodificação
Método construtivista - valoriza a experiência da criança, incentivando hipóteses sobre a escrita e leitura
Abordagens lúdicas - jogos, músicas e atividades práticas tornam o aprendizado mais envolvente
Papel da professora/professor - fundamental para orientar, estimular e corrigir, ajudando a criança a entrar no "mundo letrado"
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- Fatores que influenciam
Cognitivos - memória, atenção e capacidade de abstração
Sociais - interação com colegas, família e professores
Emocionais - motivação, autoestima e confiança
Ambiente - acesso a livros, histórias e práticas de leitura em casa e na escola
- Desafios comuns
Dificuldades de decodificação - crianças que não conseguem associar som e letra
Problemas de fluência - leitura lenta ou sem compreensão
Desmotivação - falta de estímulo por experiências negativas ( estratégias como atividades lúdicas, leitura compartilhada e acompanhamento individual ajudam a superar esses obstáculos )
- Atividades lúdicas
Jogos de palavras, leitura com música, caça-letras e escrita criativa são práticas divertidas que ajudam crianças a aprender a ler e escrever de forma natural e envolvente.
Jogos de associação imagem/palavra - cartões com figuras e palavras para que a criança relacione som, escrita e significado
Caça-letras e caça-palavras - estimula a identificação de letras e sílabas em revistas, jornais ou jogos digitais
Música e rimas - cantigas e parlendas ajudam a perceber sons e ritmos da língua, fortalecendo a consciência fonológica
História ilustrada - ler livros com imagens e pedir que a criança reconte ou invente finais diferentes
Jogos de sílabas - montar palavras com blocos ou cartões de sílabas, como se fosse um quebra-cabeça
Escrita criativa - incentivar a criança a escrever bilhetes, listas de compras ou pequenas história, mesmo com erros
- Por que funcionam
Tornam o aprendizado prazeroso - a criança associa leitura e escrita a momentos de diversão
Desenvolvem múltiplas habilidades - atenção, memória, criatividade e expressão oral
Criam vínculo afetivo - atividades feitas em grupo ou com familiares fortalecem a motivação
Facilitam a prática diária - jogos e músicas podem ser repetidos em casa sem parecer "tarefa escolar"
Em resumo, quanto mais lúdico e interativo for o processo, mais natural será o aprendizado da leitura e escrita. Dicas extras: mantenha cada atividade curta ( 15 a 20 minutos ) para não cansar; misture momentos de leitura com brincadeiras físicas ( dança, dramatização ); valorize cada tentativa, mesmo com erros , isto fortalece a confiança.