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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Crianças, adolescentes e a tecnologia

 A exposição de crianças a telas, como smartphones, tablets, computadores e TVs, é uma realidade presente no cotidiano familiar e escolar. Embora a tecnologia ofereça ferramentas para o aprendizado e a diversão, seu uso excessivo pode impactar o desenvolvimento infantil. 

- Quanto tempo por dia, a criança deve ter acesso a telas?

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda que a exposição a telas seja cuidadosamente limitada de acordo com a idade da criança. Para crianças menores de 2 anos, o ideal é que o uso de dispositivos eletrônicos seja evitado. Nesta fase, o contato direto com o ambiente, a interação com outras pessoas e as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e emocionais.

Para crianças de 2 e 5 anos, o uso deve ser limitado a 1h por dia e sempre com supervisão de um adulto. É importante que os responsáveis selecionem conteúdos apropriados e de qualidade, focados em aprendizagem e desenvolvimento.

Na faixa etária de 6 a 10 anos, a SBP recomenda um limite de 2h diárias para o uso de telas, que devem ser voltadas para atividades educativas e sempre que possível, interativas. Estabelecer horários específicos para uso de dispositivos e incentivar atividades offline, como esportes, leitura e brincadeiras ao ar livre, ajuda a reduzir a dependência da tecnologia, além disso contribui para o desenvolvimento saudável da criança e para uma interação mais próxima entre familiares.

Na adolescência o uso deve ser moderado, com monitoramento de redes sociais, que não são recomendadas. O contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões. ( segundo reportagem da BBC News Brasil ) 

tvjaguari.com.br

- O impacto do uso excessivo de eletrônicos


O uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode trazer desafios para a saúde física e emocional das crianças. O hábito de ficar muito tempo em frente a telas pode contribuir para problemas de visão, postura inadequada e sedentarismo, que afetam o desenvolvimento físico.

Também, a exposição prolongada às telas está associada a distúrbios do sono, especialmente devido à luz azul emitida pelos dispositivos, que interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono. Uma boa prática é substituir a tecnologia por atividades relaxantes, como leitura de um livro, contação de histórias ou conversas em família, criando uma rotina noturna que favoreça o sono.

O acesso constante à tecnologia pode reduzir a disposição para brincadeiras criativas e atividades ao ar livre, que são fundamentais para o desenvolvimento emocional e social. Incentivar a participação em jogos de equipe, esportes e atividades que estimulam a interação com outras crianças ajuda a construir habilidades como empatia, cooperação e resiliência.         ( https://fadc.org.br )

- Governo brasileiro lança guia para uso saudável de telas por crianças e adolescentes

O Governo Federal lança em 11 de março de 2025, a publicação "Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais", passo importante para a construção de um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes do Brasil. 

O Guia oferece recomendações para pais, responsáveis e educadores, abordando temas como o impacto das telas na saúde mental, segurança online, cyberbullying e a importância do equilíbrio entre atividades digitais e interações no mundo real.

Crianças, Adolescentes e Telas - @GovernoDoBrasil


Pesquisa - de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, que apresenta os principais resultados sobre o uso da internet pro crianças e adolescentes no Brasil. 93% da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa atualmente 25 milhões de pessoas. E aproximadamente 23% dos usuários de internet de 9 a 17 anos reportaram ter acessado a internet pela primeira vez até aos 6 anos de idade. A proporção era de 11% em 2015.

O Guia lançado pelo governo brasileiro adota, entre outras, as seguintes recomendações:
  • Recomenda-se o não uso de telas para crianças com menos de 2 anos, salvo para contato com familiares por vídeo chamada.
  • Orienta-se que crianças (antes dos 12 anos) não tenham smartphones próprios.
  • O acesso a redes sociais deve observar a classificação indicativa.
  • O uso de dispositivos eletrônicos, aplicativos e redes sociais durante a adolescência (12 1 17 anos), deve se dar com acompanhamento familiar ou de educadores.
  • Deve ser estimulado o uso de dispositivos digitais por crianças ou adolescentes com deficiência, independentemente de faixa etária, para fins de acessibilidade.
br.freepik.com

- Restrição do uso do celular nas escolas


O Guia dialoga com a Lei nº15.100/2025, que restringe a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares, nos estabelecimentos públicos e privados de educação básica durante as aulas, recreios e intervalos. A medida visa proteger a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes.

A nova legislação permite exceções apenas para fins pedagógicos ou didáticos, desde que acompanhadas por professores ou para estudantes que necessitem de acessibilidade. O objetivo é garantir que esses dispositivos sejam utilizados de forma equilibrada e benéfica para o aprendizado de estudantes, evitando os riscos associados ao uso indiscriminado.

- Conscientização


A lei também determina que as redes de ensino e escolas desenvolvam estratégias para abordar o tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos estudantes. Isso inclui alertar sobre os riscos do uso não moderado de aparelhos e do acesso a conteúdos impróprios, além de oferecer treinamentos, capacitação e espaços de escuta e acolhimento para detectar situações de sofrimento psíquico.












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